29 outubro, 2010

Viajantes costumam levar aparelho


 
Segundo pesquisa recente apontada pela OnAir, 92% dos passageiros que viajam a negócios e 81% dos que estão a passeio carregam telefone celular ou algum dispositivo do tipo smartphone. Mais de 94% desses passageiros disseram que se tivessem oportunidade atenderiam chamadas durante o voo e acima de 78% responderam que fariam ligações e enviariam e-mails. Além disso, entre os passageiros que usaram os serviços de comunicação aérea da OnAir, 93% afirmaram que gostariam que estivessem disponíveis em todos os voos. Para a companhia, não há dúvida de que há demanda para esse tipo de comunicação.

A OnAir pertence à Sita, provedora de sistemas de tecnologia da informação para o transporte aéreo mundial, e à Airbus, fabricante de aeronaves. Nesse processo, a Airbus providencia a certificação necessária aos processos junto às autoridades ligadas à aeronáutica. A OnAir informa que já opera mais de 135 mil voos conectados com banda larga para 300 cidades, interligando passageiros de 75 países da Europa, Oriente Médio e África do Norte. A companhia já firmou acordos com 33 clientes em todo o mundo, dos quais 13 estão ativos.

Os passageiros usam seus próprios aparelhos e as ligações são tarifadas diretamente com o roaming internacional de suas contas de telefonia móvel. O passageiro receberá na sua conta de telefone o que foi gasto em comunicação no avião e nem perceberá que usou satélite, afirma o executivo-chefe da Arycom, Svante Hjorth.

A OnAir destaca que a aeronave conectada e equipada com telemedicina conta com um recurso importante para evitar pousos de emergência, com economia entre US$ 45 mil e US$ 225 mil por ocorrência evitada.

O executivo-chefe da OnAir, Ian Dawkins, disse que o serviço usa as tecnologias de rede móvel GSM e GPRS, que representam cerca de 82% da base global de telefonia celular. Passageiros com aparelhos CDMA não poderão usar o serviço, pois o padrão não faz parte da rede. É possível a conexão de 24 chamadas de voz simultaneamente a bordo da aeronave, comparado a apenas cinco nas versões anteriores da tecnologia de satélite, atualmente na quarta geração. Um número maior de conexões simultâneas não só expande o serviço para mais usuários, mas também aumenta a receita das companhias aéreas. (IS)

Fontes: Valor Econômico - Site: Aeronautas

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